Evangelhos em 40 dias

Leitura diária

Evangelhos em 40 dias · Dia 9

Dia 9 para contemplar a pessoa, os ensinos e os sinais de Jesus.

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Dia 9

Mateus 25 • Mateus 26 • Mateus 27

Dia 9 para contemplar a pessoa, os ensinos e os sinais de Jesus.

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Capítulo da leitura

Mateus 25

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1Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do noivo.

2Cinco delas eram insensatas, e cinco prudentes.

3Ora, as insensatas, tomando as lâmpadas, não levaram azeite consigo.

4As prudentes, porém, levaram azeite em suas vasilhas, juntamente com as lâmpadas.

5E tardando o noivo, cochilaram todas, e dormiram.

6Mas à meia-noite ouviu-se um grito: Eis o noivo! saí-lhe ao encontro!

7Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas.

8E as insensatas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão se apagando.

9Mas as prudentes responderam: não; pois de certo não chegaria para nós e para vós; ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós.

10E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o noivo; e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta.

11Depois vieram também as outras virgens, e disseram: Senhor, Senhor, abre-nos a porta.

12Ele, porém, respondeu: Em verdade vos digo, não vos conheço.

13Vigiai pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora.

14Porque é assim como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes entregou os seus bens:

15a um deu cinco talentos, a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade; e seguiu viagem.

16O que recebera cinco talentos foi imediatamente negociar com eles, e ganhou outros cinco;

17da mesma sorte, o que recebera dois ganhou outros dois;

18mas o que recebera um foi e cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.

19Ora, depois de muito tempo veio o senhor daqueles servos, e fez contas com eles.

20Então chegando o que recebera cinco talentos, apresentou-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco que ganhei.

21Disse-lhe o seu senhor: Muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

22Chegando também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis aqui outros dois que ganhei.

23Disse-lhe o seu senhor: Muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

24Chegando por fim o que recebera um talento, disse: Senhor, eu te conhecia, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste, e recolhes onde não joeiraste;

25e, atemorizado, fui esconder na terra o teu talento; eis aqui tens o que é teu.

26Ao que lhe respondeu o seu senhor: Servo mau e preguiçoso, sabias que ceifo onde não semeei, e recolho onde não joeirei?

27Devias então entregar o meu dinheiro aos banqueiros e, vindo eu, tê-lo-ia recebido com juros.

28Tirai-lhe, pois, o talento e dai ao que tem os dez talentos.

29Porque a todo o que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem, até aquilo que tem ser-lhe-á tirado.

30E lançai o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.

31Quando, pois vier o Filho do homem na sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória;

32e diante dele serão reunidas todas as nações; e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos;

33e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à esquerda.

34Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;

35porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes;

36estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me.

37Então os justos lhe perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?

38Quando te vimos forasteiro, e te acolhemos? ou nu, e te vestimos?

39Quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-te?

40E responder-lhes-á o Rei: Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes.

41Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai- vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos;

42porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;

43era forasteiro, e não me acolhestes; estava nu, e não me vestistes; enfermo, e na prisão, e não me visitastes.

44Então também estes perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou forasteiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?

45Ao que lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixaste de fazer a um destes mais pequeninos, deixastes de o fazer a mim.

46E irão eles para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna.

Capítulo da leitura

Mateus 26

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1E havendo Jesus concluído todas estas palavras, disse aos seus discípulos:

2Sabeis que daqui a dois dias é a páscoa; e o Filho do homem será entregue para ser crucificado.

3Então os principais sacerdotes e os anciãos do povo se reuniram no pátio da casa do sumo sacerdote, o qual se chamava Caifás;

4e deliberaram como prender Jesus a traição, e o matar.

5Mas diziam: Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.

6Estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso,

7aproximou-se dele uma mulher que trazia um vaso de alabastro cheio de bálsamo precioso, e lho derramou sobre a cabeça, estando ele reclinado à mesa.

8Quando os discípulos viram isso, indignaram-se, e disseram: Para que este disperdício?

9Pois este bálsamo podia ser vendido por muito dinheiro, que se daria aos pobres.

10Jesus, porém, percebendo isso, disse-lhes: Por que molestais esta mulher? pois praticou uma boa ação para comigo.

11Porquanto os pobres sempre os tendes convosco; a mim, porém, nem sempre me tendes.

12Ora, derramando ela este bálsamo sobre o meu corpo, fê-lo a fim de preparar-me para a minha sepultura.

13Em verdade vos digo que onde quer que for pregado em todo o mundo este evangelho, também o que ela fez será contado para memória sua.

14Então um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os principais sacerdotes,

15e disse: Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E eles lhe pesaram trinta moedas de prata.

16E desde então buscava ele oportunidade para o entregar.

17Ora, no primeiro dia dos pães ázimos, vieram os discípulos a Jesus, e perguntaram: Onde queres que façamos os preparativos para comeres a páscoa?

18Respondeu ele: Ide à cidade a um certo homem, e dizei-lhe: O Mestre diz: O meu tempo está próximo; em tua casa celebrarei a páscoa com os meus discípulos.

19E os discípulos fizeram como Jesus lhes ordenara, e prepararam a páscoa.

20Ao anoitecer reclinou-se à mesa com os doze discípulos;

21e, enquanto comiam, disse: Em verdade vos digo que um de vós me trairá.

22E eles, profundamente contristados, começaram cada um a perguntar-lhe: Porventura sou eu, Senhor?

23Respondeu ele: O que mete comigo a mão no prato, esse me trairá.

24Em verdade o Filho do homem vai, conforme está escrito a seu respeito; mas ai daquele por quem o Filho do homem é traido! bom seria para esse homem se não houvera nascido.

25Também Judas, que o traía, perguntou: Porventura sou eu, Rabí? Respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste.

26Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, abençoando-o, o partiu e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo.

27E tomando um cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos;

28pois isto é o meu sangue, o sangue do pacto, o qual é derramado por muitos para remissão dos pecados.

29Mas digo-vos que desde agora não mais beberei deste fruto da videira até aquele dia em que convosco o beba novo, no reino de meu Pai.

30E tendo cantado um hino, saíram para o Monte das Oliveiras.

31Então Jesus lhes disse: Todos vós esta noite vos escandalizareis de mim; pois está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho se dispersarão.

32Todavia, depois que eu ressurgir, irei adiante de vós para a Galiléia.

33Mas Pedro, respondendo, disse-lhe: Ainda que todos se escandalizem de ti, eu nunca me escandalizarei.

34Disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que esta noite, antes que o galo cante três vezes me negarás.

35Respondeu-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de modo algum te negarei. E o mesmo disseram todos os discípulos.

36Então foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmane, e disse aos discípulos: Sentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar.

37E levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se.

38Então lhes disse: A minha alma está triste até a morte; ficai aqui e vigiai comigo.

39E adiantando-se um pouco, prostrou-se com o rosto em terra e orou, dizendo: Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.

40Voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Assim nem uma hora pudestes vigiar comigo?

41Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.

42Retirando-se mais uma vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.

43E, voltando outra vez, achou-os dormindo, porque seus olhos estavam carregados.

44Deixando-os novamente, foi orar terceira vez, repetindo as mesmas palavras.

45Então voltou para os discípulos e disse-lhes: Dormi agora e descansai. Eis que é chegada a hora, e o Filho do homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores.

46Levantai-vos, vamo-nos; eis que é chegado aquele que me trai.

47E estando ele ainda a falar, eis que veio Judas, um dos doze, e com ele grande multidão com espadas e varapaus, vinda da parte dos principais sacerdotes e dos anciãos do povo.

48Ora, o que o traía lhes havia dado um sinal, dizendo: Aquele que eu beijar, esse é: prendei-o.

49E logo, aproximando-se de Jesus disse: Salve, Rabi. E o beijou.

50Jesus, porém, lhe disse: Amigo, a que vieste? Nisto, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus, e o prenderam.

51E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, puxou da espada e, ferindo o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe uma orelha.

52Então Jesus lhe disse: Mete a tua espada no seu lugar; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão.

53Ou pensas tu que eu não poderia rogar a meu Pai, e que ele não me mandaria agora mesmo mais de doze legiões de anjos?

54Como, pois, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça?

55Disse Jesus à multidão naquela hora: Saístes com espadas e varapaus para me prender, como a um salteador? Todos os dias estava eu sentado no templo ensinando, e não me prendestes.

56Mas tudo isso aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas. Então todos os discípulos, deixando-o fugiram.

57Aqueles que prenderam a Jesus levaram-no à presença do sumo sacerdote Caifás, onde os escribas e os anciãos estavam reunidos.

58E Pedro o seguia de longe até o pátio do sumo sacerdote; e entrando, sentou-se entre os guardas, para ver o fim.

59Ora, os principais sacerdotes e todo o sinédrio buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem entregá-lo à morte;

60e não achavam, apesar de se apresentarem muitas testemunhas falsas. Mas por fim compareceram duas,

61e disseram: Este disse: Posso destruir o santuário de Deus, e reedificá-lo em três dias.

62Levantou-se então o sumo sacerdote e perguntou-lhe: Nada respondes? Que é que estes depõem contra ti?

63Jesus, porém, guardava silêncio. E o sumo sacerdote disse- lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho do Deus.

64Repondeu-lhe Jesus: É como disseste; contudo vos digo que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder, e vindo sobre as nuvens do céu.

65Então o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que agora acabais de ouvir a sua blasfêmia.

66Que vos parece? Responderam eles: É réu de morte.

67Então uns lhe cuspiram no rosto e lhe deram socos;

68e outros o esbofetearam, dizendo: Profetiza-nos, ó Cristo, quem foi que te bateu?

69Ora, Pedro estava sentado fora, no pátio; e aproximou-se dele uma criada, que disse: Tu também estavas com Jesus, o galileu.

70Mas ele negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes.

71E saindo ele para o vestíbulo, outra criada o viu, e disse aos que ali estavam: Este também estava com Jesus, o nazareno.

72E ele negou outra vez, e com juramento: Não conheço tal homem.

73E daí a pouco, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Certamente tu também és um deles pois a tua fala te denuncia.

74Então começou ele a praguejar e a jurar, dizendo: Não conheço esse homem. E imediatamente o galo cantou.

75E Pedro lembrou-se do que dissera Jesus: Antes que o galo cante, três vezes me negarás. E, saindo dali, chorou amargamente.

Capítulo da leitura

Mateus 27

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1Ora, chegada a manhã, todos os principais sacerdotes e os anciãos do povo entraram em conselho contra Jesus, para o matarem;

2e, maniatando-o, levaram-no e o entregaram a Pilatos, o governador.

3Então Judas, aquele que o traíra, vendo que Jesus fora condenado, devolveu, compungido, as trinta moedas de prata aos anciãos, dizendo:

4Pequei, traindo o sangue inocente. Responderam eles: Que nos importa? Seja isto lá contigo.

5E tendo ele atirado para dentro do santuário as moedas de prata, retirou-se, e foi enforcar-se.

6Os principais sacerdotes, pois, tomaram as moedas de prata, e disseram: Não é lícito metê-las no cofre das ofertas, porque é preço de sangue.

7E, tendo deliberado em conselho, compraram com elas o campo do oleiro, para servir de cemitério para os estrangeiros.

8Por isso tem sido chamado aquele campo, até o dia de hoje, Campo de Sangue.

9Cumpriu-se, então, o que foi dito pelo profeta Jeremias: Tomaram as trinta moedas de prata, preço do que foi avaliado, a quem certos filhos de Israel avaliaram,

10e deram-nas pelo campo do oleiro, assim como me ordenou o Senhor.

11Jesus, pois, ficou em pé diante do governador; e este lhe perguntou: És tu o rei dos judeus? Respondeu-lhe Jesus: É como dizes.

12Mas ao ser acusado pelos principais sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu.

13Perguntou-lhe então Pilatos: Não ouves quantas coisas testificam contra ti?

14E Jesus não lhe respondeu a uma pergunta sequer; de modo que o governador muito se admirava.

15Ora, por ocasião da festa costumava o governador soltar um preso, escolhendo o povo aquele que quisesse.

16Nesse tempo tinham um preso notório, chamado Barrabás.

17Portanto, estando o povo reunido, perguntou-lhe Pilatos: Qual quereis que vos solte? Barrabás, ou Jesus, chamado o Cristo?

18Pois sabia que por inveja o haviam entregado.

19E estando ele assentado no tribunal, sua mulher mandou dizer-lhe: Não te envolvas na questão desse justo, porque muito sofri hoje em sonho por causa dele.

20Mas os principais sacerdotes e os anciãos persuadiram as multidões a que pedissem Barrabás e fizessem morrer Jesus.

21O governador, pois, perguntou-lhes: Qual dos dois quereis que eu vos solte? E disseram: Barrabás.

22Tornou-lhes Pilatos: Que farei então de Jesus, que se chama Cristo? Disseram todos: Seja crucificado.

23Pilatos, porém, disse: Pois que mal fez ele? Mas eles clamavam ainda mais: Seja crucificado.

24Ao ver Pilatos que nada conseguia, mas pelo contrário que o tumulto aumentava, mandando trazer água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Sou inocente do sangue deste homem; seja isso lá convosco.

25E todo o povo respondeu: O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos.

26Então lhes soltou Barrabás; mas a Jesus mandou açoitar, e o entregou para ser crucificado.

27Nisso os soldados do governador levaram Jesus ao pretório, e reuniram em torno dele toda a coorte.

28E, despindo-o, vestiram-lhe um manto escarlate;

29e tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça, e na mão direita uma cana, e ajoelhando-se diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, rei dos judeus!

30E, cuspindo nele, tiraram-lhe a cana, e davam-lhe com ela na cabeça.

31Depois de o terem escarnecido, despiram-lhe o manto, puseram-lhe as suas vestes, e levaram-no para ser crucificado.

32Ao saírem, encontraram um homem cireneu, chamado Simão, a quem obrigaram a levar a cruz de Jesus.

33Quando chegaram ao lugar chamado Gólgota, que quer dizer, lugar da Caveira,

34deram-lhe a beber vinho misturado com fel; mas ele, provando-o, não quis beber.

35Então, depois de o crucificarem, repartiram as vestes dele, lançando sortes, [para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Repartiram entre si as minhas vestes, e sobre a minha túnica deitaram sortes.]

36E, sentados, ali o guardavam.

37Puseram-lhe por cima da cabeça a sua acusação escrita: ESTE É JESUS, O REI DOS JUDEUS.

38Então foram crucificados com ele dois salteadores, um à direita, e outro à esquerda.

39E os que iam passando blasfemavam dele, meneando a cabeça

40e dizendo: Tu, que destróis o santuário e em três dias o reedificas, salva-te a ti mesmo; se és Filho de Deus, desce da cruz.

41De igual modo também os principais sacerdotes, com os escribas e anciãos, escarnecendo, diziam:

42A outros salvou; a si mesmo não pode salvar. Rei de Israel é ele; desça agora da cruz, e creremos nele;

43confiou em Deus, livre-o ele agora, se lhe quer bem; porque disse: Sou Filho de Deus.

44O mesmo lhe lançaram em rosto também os salteadores que com ele foram crucificados.

45E, desde a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra, até a hora nona.

46Cerca da hora nona, bradou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactani; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?

47Alguns dos que ali estavam, ouvindo isso, diziam: Ele chama por Elias.

48E logo correu um deles, tomou uma esponja, ensopou-a em vinagre e, pondo-a numa cana, dava-lhe de beber.

49Os outros, porém, disseram: Deixa, vejamos se Elias vem salvá-lo.

50De novo bradou Jesus com grande voz, e entregou o espírito.

51E eis que o véu do santuário se rasgou em dois, de alto a baixo; a terra tremeu, as pedras se fenderam,

52os sepulcros se abriram, e muitos corpos de santos que tinham dormido foram ressuscitados;

53e, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na cidade santa, e apareceram a muitos.

54ora, o centurião e os que com ele guardavam Jesus, vendo o terremoto e as coisas que aconteciam, tiveram grande temor, e disseram: Verdadeiramente este era filho de Deus.

55Também estavam ali, olhando de longe, muitas mulheres que tinham seguido Jesus desde a Galiléia para o ouvir;

56entre as quais se achavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu.

57Ao cair da tarde, veio um homem rico de Arimatéia, chamado José, que também era discípulo de Jesus.

58Esse foi a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que lhe fosse entregue.

59E José, tomando o corpo, envolveu-o num pano limpo, de linho,

60e depositou-o no seu sepulcro novo, que havia aberto em rocha; e, rodando uma grande pedra para a porta do sepulcro, retirou- se.

61Mas achavam-se ali Maria Madalena e a outra Maria, sentadas defronte do sepulcro.

62No dia seguinte, isto é, o dia depois da preparação, reuniram-se os principais sacerdotes e os fariseus perante Pilatos,

63e disseram: Senhor, lembramo-nos de que aquele embusteiro, quando ainda vivo, afirmou: Depois de três dias ressurgirei.

64Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até o terceiro dia; para não suceder que, vindo os discípulos, o furtem e digam ao povo: Ressurgiu dos mortos; e assim o último embuste será pior do que o primeiro.

65Disse-lhes Pilatos: Tendes uma guarda; ide, tornai-o seguro, como entendeis.

66Foram, pois, e tornaram seguro o sepulcro, selando a pedra, e deixando ali a guarda.