Evangelhos em 40 dias

Leitura diária

Evangelhos em 40 dias · Dia 8

Dia 8 para contemplar a pessoa, os ensinos e os sinais de Jesus.

Leituras do dia

Dia 8

Mateus 22 • Mateus 23 • Mateus 24

Dia 8 para contemplar a pessoa, os ensinos e os sinais de Jesus.

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Capítulo da leitura

Mateus 22

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1Então Jesus tornou a falar-lhes por parábolas, dizendo:

2O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho.

3Enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas, e estes não quiseram vir.

4Depois enviou outros servos, ordenando: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado; os meus bois e cevados já estão mortos, e tudo está pronto; vinde às bodas.

5Eles, porém, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio;

6e os outros, apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram.

7Mas o rei encolerizou-se; e enviando os seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a sua cidade.

8Então disse aos seus servos: As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos.

9Ide, pois, pelas encruzilhadas dos caminhos, e a quantos encontrardes, convidai-os para as bodas.

10E saíram aqueles servos pelos caminhos, e ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e encheu-se de convivas a sala nupcial.

11Mas, quando o rei entrou para ver os convivas, viu ali um homem que não trajava veste nupcial;

12e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui, sem teres veste nupcial? Ele, porém, emudeceu.

13Ordenou então o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.

14Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.

15Então os fariseus se retiraram e consultaram entre si como o apanhariam em alguma palavra;

16e enviaram-lhe os seus discípulos, juntamente com os herodianos, a dizer; Mestre, sabemos que és verdadeiro, e que ensinas segundo a verdade o caminho de Deus, e de ninguém se te dá, porque não olhas a aparência dos homens.

17Dize-nos, pois, que te parece? É lícito pagar tributo a César, ou não?

18Jesus, porém, percebendo a sua malícia, respondeu: Por que me experimentais, hipócritas?

19Mostrai-me a moeda do tributo. E eles lhe apresentaram um denário.

20Perguntou-lhes ele: De quem é esta imagem e inscrição?

21Responderam: De César. Então lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.

22Ao ouvirem isso, ficaram admirados; e, deixando-o, se retiraram.

23No mesmo dia vieram alguns saduceus, que dizem não haver ressurreição, e o interrogaram, dizendo:

24Mestre, Moisés disse: Se morrer alguém, não tendo filhos, seu irmão casará com a mulher dele, e suscitará descendência a seu irmão.

25Ora, havia entre nós sete irmãos: o primeiro, tendo casado, morreu: e, não tendo descendência, deixou sua mulher a seu irmão;

26da mesma sorte também o segundo, o terceiro, até o sétimo.

27depois de todos, morreu também a mulher.

28Portanto, na ressurreição, de qual dos sete será ela esposa, pois todos a tiveram?

29Jesus, porém, lhes respondeu: Errais, não compreendendo as Escrituras nem o poder de Deus;

30pois na ressurreição nem se casam nem se dão em casamento; mas serão como os anjos no céu.

31E, quanto à ressurreição dos mortos, não lestes o que foi dito por Deus:

32Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos.

33E as multidões, ouvindo isso, se maravilhavam da sua doutrina.

34Os fariseus, quando souberam, que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se todos;

35e um deles, doutor da lei, para o experimentar, interrogou- o, dizendo:

36Mestre, qual é o grande mandamento na lei?

37Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento.

38Este é o grande e primeiro mandamento.

39E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.

40Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.

41Ora, enquanto os fariseus estavam reunidos, interrogou-os Jesus, dizendo:

42Que pensais vós do Cristo? De quem é filho? Responderam-lhe: De Davi.

43Replicou-lhes ele: Como é então que Davi, no Espírito, lhe chama Senhor, dizendo:

44Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos de baixo dos teus pés?

45Se Davi, pois, lhe chama Senhor, como é ele seu filho?

46E ninguém podia responder-lhe palavra; nem desde aquele dia jamais ousou alguém interrogá-lo.

Capítulo da leitura

Mateus 23

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1Então falou Jesus às multidões e aos seus discípulos, dizendo:

2Na cadeira de Moisés se assentam os escribas e fariseus.

3Portanto, tudo o que vos disserem, isso fazei e observai; mas não façais conforme as suas obras; porque dizem e não praticam.

4Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; mas eles mesmos nem com o dedo querem movê-los.

5Todas as suas obras eles fazem a fim de serem vistos pelos homens; pois alargam os seus filactérios, e aumentam as franjas dos seus mantos;

6gostam do primeiro lugar nos banquetes, das primeiras cadeiras nas sinagogas,

7das saudações nas praças, e de serem chamados pelos homens: Rabi.

8Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi; porque um só é o vosso Mestre, e todos vós sois irmãos.

9E a ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque um só é o vosso Pai, aquele que está nos céus.

10Nem queirais ser chamados guias; porque um só é o vosso Guia, que é o Cristo.

11Mas o maior dentre vós há de ser vosso servo.

12Qualquer, pois, que a si mesmo se exaltar, será humilhado; e qualquer que a si mesmo se humilhar, será exaltado.

13Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque fechais aos homens o reino dos céus; pois nem vós entrais, nem aos que entrariam permitis entrar.

14[Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque devorais as casas das viúvas e sob pretexto fazeis longas orações; por isso recebereis maior condenação.]

15Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o tornais duas vezes mais filho do inferno do que vós.

16Ai de vós, guias cegos! que dizeis: Quem jurar pelo ouro do santuário, esse fica obrigado ao que jurou.

17Insensatos e cegos! Pois qual é o maior; o ouro, ou o santuário que santifica o ouro?

18E: Quem jurar pelo altar, isso nada é; mas quem jurar pela oferta que está sobre o altar, esse fica obrigado ao que jurou.

19Cegos! Pois qual é maior: a oferta, ou o altar que santifica a oferta?

20Portanto, quem jurar pelo altar jura por ele e por tudo quanto sobre ele está;

21e quem jurar pelo santuário jura por ele e por aquele que nele habita;

22e quem jurar pelo céu jura pelo trono de Deus e por aquele que nele está assentado.

23Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas.

24Guias cegos! que coais um mosquito, e engulis um camelo.

25Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque limpais o exterior do copo e do prato, mas por dentro estão cheios de rapina e de intemperança.

26Fariseu cego! limpa primeiro o interior do copo, para que também o exterior se torne limpo.

27Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos e de toda imundícia.

28Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.

29Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque edificais os sepulcros dos profetas e adornais os monumentos dos justos,

30e dizeis: Se tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido cúmplices no derramar o sangue dos profetas.

31Assim, vós testemunhais contra vós mesmos que sois filhos daqueles que mataram os profetas.

32Enchei vós, pois, a medida de vossos pais.

33Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno?

34Portanto, eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas: e a uns deles matareis e crucificareis; e a outros os perseguireis de cidade em cidade;

35para que sobre vós caia todo o sangue justo, que foi derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que mataste entre o santuário e o altar.

36Em verdade vos digo que todas essas coisas hão de vir sobre esta geração.

37Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, apedrejas os que a ti são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e não o quiseste!

38Eis aí abandonada vos é a vossa casa.

39Pois eu vos declaro que desde agora de modo nenhum me vereis, até que digais: Bendito aquele que vem em nome do Senhor.

Capítulo da leitura

Mateus 24

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1Ora, Jesus, tendo saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram dele os seus discípulos, para lhe mostrarem os edifícios do templo.

2Mas ele lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não se deixará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.

3E estando ele sentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Declara-nos quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo.

4Respondeu-lhes Jesus: Acautelai-vos, que ninguém vos engane.

5Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; a muitos enganarão.

6E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; olhai não vos perturbeis; porque forçoso é que assim aconteça; mas ainda não é o fim.

7Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino; e haverá fomes e terremotos em vários lugares.

8Mas todas essas coisas são o princípio das dores.

9Então sereis entregues à tortura, e vos matarão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.

10Nesse tempo muitos hão de se escandalizar, e trair-se uns aos outros, e mutuamente se odiarão.

11Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos;

12e, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.

13Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo.

14E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.

15Quando, pois, virdes estar no lugar santo a abominação de desolação, predita pelo profeta Daniel (quem lê, entenda),

16então os que estiverem na Judéia fujam para os montes;

17quem estiver no eirado não desça para tirar as coisas de sua casa,

18e quem estiver no campo não volte atrás para apanhar a sua capa.

19Mas ai das que estiverem grávidas, e das que amamentarem naqueles dias!

20Orai para que a vossa fuga não suceda no inverno nem no sábado;

21porque haverá então uma tribulação tão grande, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá.

22E se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.

23Se, pois, alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou: Ei-lo aí! não acrediteis;

24porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.

25Eis que de antemão vo-lo tenho dito.

26Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto; não saiais; ou: Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis.

27Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será também a vinda do filho do homem.

28Pois onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres.

29Logo depois da tribulação daqueles dias, escurecerá o sol, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados.

30Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.

31E ele enviará os seus anjos com grande clangor de trombeta, os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.

32Aprendei, pois, da figueira a sua parábola: Quando já o seu ramo se torna tenro e brota folhas, sabeis que está próximo o verão.

33Igualmente, quando virdes todas essas coisas, sabei que ele está próximo, mesmo às portas.

34Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas essas coisas se cumpram.

35Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão.

36Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai.

37Pois como foi dito nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem.

38Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca,

39e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem.

40Então, estando dois homens no campo, será levado um e deixado outro;

41estando duas mulheres a trabalhar no moinho, será levada uma e deixada a outra.

42Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor;

43sabei, porém, isto: se o dono da casa soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa.

44Por isso ficai também vós apercebidos; porque numa hora em que não penseis, virá o Filho do homem.

45Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o senhor pôs sobre os seus serviçais, para a tempo dar-lhes o sustento?

46Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier, achar assim fazendo.

47Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens.

48Mas se aquele outro, o mau servo, disser no seu coração: Meu senhor tarda em vir,

49e começar a espancar os seus conservos, e a comer e beber com os ébrios,

50virá o senhor daquele servo, num dia em que não o espera, e numa hora de que não sabe,

51e cortá-lo-á pelo meio, e lhe dará a sua parte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes.