Evangelhos em 40 dias

Leitura diária

Evangelhos em 40 dias · Dia 33

Dia 33 para contemplar a pessoa, os ensinos e os sinais de Jesus.

Leituras do dia

Dia 33

João 6 • João 7

Dia 33 para contemplar a pessoa, os ensinos e os sinais de Jesus.

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Capítulo da leitura

João 6

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1Depois disto partiu Jesus para o outro lado do mar da Galiléia, também chamado de Tiberíades.

2E seguia-o uma grande multidão, porque via os sinais que operava sobre os enfermos.

3Subiu, pois, Jesus ao monte e sentou-se ali com seus discípulos.

4Ora, a páscoa, a festa dos judeus, estava próxima.

5Então Jesus, levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão vinha ter com ele, disse a Felipe: Onde compraremos pão, para estes comerem?

6Mas dizia isto para o experimentar; pois ele bem sabia o que ia fazer.

7Respondeu-lhe Felipe: Duzentos denários de pão não lhes bastam, para que cada um receba um pouco.

8Ao que lhe disse um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro:

9Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos?

10Disse Jesus: Fazei reclinar-se o povo. Ora, naquele lugar havia muita relva. Reclinaram-se aí, pois, os homens em número de quase cinco mil.

11Jesus, então, tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos que estavam reclinados; e de igual modo os peixes, quanto eles queriam.

12E quando estavam saciados, disse aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca.

13Recolheram-nos, pois e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido.

14Vendo, pois, aqueles homens o sinal que Jesus operara, diziam: este é verdadeiramente o profeta que havia de vir ao mundo.

15Percebendo, pois, Jesus que estavam prestes a vir e levá-lo à força para o fazerem rei, tornou a retirar-se para o monte, ele sozinho.

16Ao cair da tarde, desceram os seus discípulos ao mar;

17e, entrando num barco, atravessavam o mar em direção a Cafarnaum; enquanto isso, escurecera e Jesus ainda não tinha vindo ter com eles;

18ademais, o mar se empolava, porque soprava forte vento.

19Tendo, pois, remado uns vinte e cinco ou trinta estádios, viram a Jesus andando sobre o mar e aproximando-se do barco; e ficaram atemorizados.

20Mas ele lhes disse: Sou eu; não temais.

21Então eles de boa mente o receberam no barco; e logo o barco chegou à terra para onde iam.

22No dia seguinte, a multidão que ficara no outro lado do mar, sabendo que não houvera ali senão um barquinho, e que Jesus não embarcara nele com seus discípulos, mas que estes tinham ido sós

23(contudo, outros barquinhos haviam chegado a Tiberíades para perto do lugar onde comeram o pão, havendo o Senhor dado graças);

24quando, pois, viram que Jesus não estava ali nem os seus discípulos, entraram eles também nos barcos, e foram a Cafarnaum, em busca de Jesus.

25E, achando-o no outro lado do mar, perguntaram-lhe: Rabi, quando chegaste aqui?

26Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que me buscais, não porque vistes sinais, mas porque comestes do pão e vos saciastes.

27Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; pois neste, Deus, o Pai, imprimiu o seu selo.

28Pergutaram-lhe, pois: Que havemos de fazer para praticarmos as obras de Deus?

29Jesus lhes respondeu: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou.

30Perguntaram-lhe, então: Que sinal, pois, fazes tu, para que o vejamos e te creiamos? Que operas tu?

31Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Do céu deu-lhes pão a comer.

32Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu.

33Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.

34Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão.

35Declarou-lhes Jesus. Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim, de modo algum terá fome, e quem crê em mim jamais tará sede.

36Mas como já vos disse, vós me tendes visto, e contudo não credes.

37Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.

38Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.

39E a vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia.

40Porquanto esta é a vontade de meu Pai: Que todo aquele que vê o Filho e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.

41Murmuravam, pois, dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu;

42e perguntavam: Não é Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe nós conhecemos? Como, pois, diz agora: Desci do céu?

43Respondeu-lhes Jesus: Não murmureis entre vós.

44Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.

45Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim.

46Não que alguém tenha visto o Pai, senão aquele que é vindo de Deus; só ele tem visto o Pai.

47Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que crê tem a vida eterna.

48Eu sou o pão da vida.

49Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram.

50Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra.

51Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne.

52Disputavam, pois, os judeus entre si, dizendo: Como pode este dar-nos a sua carne a comer?

53Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos.

54Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.

55Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida.

56Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.

57Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim.

58Este é o pão que desceu do céu; não é como o caso de vossos pais, que comeram o maná e morreram; quem comer este pão viverá para sempre.

59Estas coisas falou Jesus quando ensinava na sinagoga em Cafarnaum.

60Muitos, pois, dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir?

61Mas, sabendo Jesus em si mesmo que murmuravam disto os seus discípulos, disse-lhes: Isto vos escandaliza?

62Que seria, pois, se vísseis subir o Filho do homem para onde primeiro estava?

63O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida.

64Mas há alguns de vós que não crêem. Pois Jesus sabia, desde o princípio, quem eram os que não criam, e quem era o que o havia de entregar.

65E continuou: Por isso vos disse que ninguém pode vir a mim, se pelo Pai lhe não for concedido.

66Por causa disso muitos dos seus discípulos voltaram para trás e não andaram mais com ele.

67Perguntou então Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos?

68Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.

69E nós já temos crido e bem sabemos que tu és o Santo de Deus.

70Respondeu-lhes Jesus: Não vos escolhi a vós os doze? Contudo um de vós é o diabo.

71Referia-se a Judas, filho de Simão Iscariotes; porque era ele o que o havia de entregar, sendo um dos doze.

Capítulo da leitura

João 7

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1Depois disto andava Jesus pela Galiléia; pois não queria andar pela Judéia, porque os judeus procuravam matá-lo.

2Ora, estava próxima a festa dos judeus, a dos tabernáculos.

3Disseram-lhe, então, seus irmãos: Retira-te daqui e vai para a Judéia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes.

4Porque ninguém faz coisa alguma em oculto, quando procura ser conhecido. Já que fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo.

5Pois nem seus irmãos criam nele.

6Disse-lhes, então, Jesus: Ainda não é chegado o meu tempo; mas o vosso tempo sempre está presente.

7O mundo não vos pode odiar; mas ele me odeia a mim, porquanto dele testifico que as suas obras são más.

8Subi vós à festa; eu não subo ainda a esta festa, porque ainda não é chegado o meu tempo.

9E, havendo-lhes dito isto, ficou na Galiléia.

10Mas quando seus irmãos já tinham subido à festa, então subiu ele também, não publicamente, mas como em secreto.

11Ora, os judeus o procuravam na festa, e perguntavam: Onde está ele?

12E era grande a murmuração a respeito dele entre as multidões. Diziam alguns: Ele é bom. Mas outros diziam: não, antes engana o povo.

13Todavia ninguém falava dele abertamente, por medo dos judeus.

14Estando, pois, a festa já em meio, subiu Jesus ao templo e começou a ensinar.

15Então os judeus se admiravam, dizendo: Como sabe este letras, sem ter estudado?

16Respondeu-lhes Jesus: A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou.

17Se alguém quiser fazer a vontade de Deus, há de saber se a doutrina é dele, ou se eu falo por mim mesmo.

18Quem fala por si mesmo busca a sua própria glória; mas o que busca a glória daquele que o enviou, esse é verdadeiro, e não há nele injustiça.

19Não vos deu Moisés a lei? no entanto nenhum de vós cumpre a lei. Por que procurais matar-me?

20Respondeu a multidão: Tens demônio; quem procura matar-te?

21Replicou-lhes Jesus: Uma só obra fiz, e todos vós admirais por causa disto.

22Moisés vos ordenou a circuncisão (não que fosse de Moisés, mas dos pais), e no sábado circuncidais um homem.

23Ora, se um homem recebe a circuncisão no sábado, para que a lei de Moisés não seja violada, como vos indignais contra mim, porque no sábado tornei um homem inteiramente são?

24Não julgueis pela aparência mas julgai segundo o reto juízo.

25Diziam então alguns dos de Jerusalém: Não é este o que procuram matar?

26E eis que ele está falando abertamente, e nada lhe dizem. Será que as autoridades realmente o reconhecem como o Cristo?

27Entretanto sabemos donde este é; mas, quando vier o Cristo, ninguém saberá donde ele é.

28Jesus, pois, levantou a voz no templo e ensinava, dizendo: Sim, vós me conheceis, e sabeis donde sou; contudo eu não vim de mim mesmo, mas aquele que me enviou é verdadeiro, o qual vós não conheceis.

29Mas eu o conheço, porque dele venho, e ele me enviou.

30Procuravam, pois, prendê-lo; mas ninguém lhe deitou as mãos, porque ainda não era chegada a sua hora.

31Contudo muitos da multidão creram nele, e diziam: Será que o Cristo, quando vier, fará mais sinais do que este tem feito?

32Os fariseus ouviram a multidão murmurar estas coisas a respeito dele; e os principais sacerdotes e os fariseus mandaram guardas para o prenderem.

33Disse, pois, Jesus: Ainda um pouco de tempo estou convosco, e depois vou para aquele que me enviou.

34Vós me buscareis, e não me achareis; e onde eu estou, vós não podeis vir.

35Disseram, pois, os judeus uns aos outros: Para onde irá ele, que não o acharemos? Irá, porventura, à Dispersão entre os gregos, e ensinará os gregos?

36Que palavra é esta que disse: Buscar-me-eis, e não me achareis; e, Onde eu estou, vós não podeis vir?

37Ora, no seu último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim e beba.

38Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior correrão rios de água viva.

39Ora, isto ele disse a respeito do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito ainda não fora dado, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado.

40Então alguns dentre o povo, ouvindo essas palavras, diziam: Verdadeiramente este é o profeta.

41Outros diziam: Este é o Cristo; mas outros replicavam: Vem, pois, o Cristo da Galiléia?

42Não diz a Escritura que o Cristo vem da descendência de Davi, e de Belém, a aldeia donde era Davi?

43Assim houve uma dissensão entre o povo por causa dele.

44Alguns deles queriam prendê-lo; mas ninguém lhe pôs as mãos.

45Os guardas, pois, foram ter com os principais dos sacerdotes e fariseus, e estes lhes perguntaram: Por que não o trouxestes?

46Responderam os guardas: Nunca homem algum falou assim como este homem.

47Replicaram-lhes, pois, os fariseus: Também vós fostes enganados?

48Creu nele porventura alguma das autoridades, ou alguém dentre os fariseus?

49Mas esta multidão, que não sabe a lei, é maldita.

50Nicodemos, um deles, que antes fora ter com Jesus, perguntou-lhes:

51A nossa lei, porventura, julga um homem sem primeiro ouvi-lo e ter conhecimento do que ele faz?

52Responderam-lhe eles: És tu também da Galiléia? Examina e vê que da Galiléia não surge profeta.

53[E cada um foi para sua casa.