Evangelhos em 40 dias

Leitura diária

Evangelhos em 40 dias · Dia 27

Dia 27 para contemplar a pessoa, os ensinos e os sinais de Jesus.

Leituras do dia

Dia 27

Lucas 18 • Lucas 19

Dia 27 para contemplar a pessoa, os ensinos e os sinais de Jesus.

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Capítulo da leitura

Lucas 18

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1Contou-lhes também uma parábola sobre o dever de orar sempre, e nunca desfalecer.

2dizendo: Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava os homens.

3Havia também naquela mesma cidade uma viúva que ia ter com ele, dizendo: Faze-me justiça contra o meu adversário.

4E por algum tempo não quis atendê-la; mas depois disse consigo: Ainda que não temo a Deus, nem respeito os homens,

5todavia, como esta viúva me incomoda, hei de fazer-lhe justiça, para que ela não continue a vir molestar-me.

6Prosseguiu o Senhor: Ouvi o que diz esse juiz injusto.

7E não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que dia e noite clamam a ele, já que é longânimo para com eles?

8Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Contudo quando vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?

9Propôs também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:

10Dois homens subiram ao templo para orar; um fariseu, e o outro publicano.

11O fariseu, de pé, assim orava consigo mesmo: Ó Deus, graças te dou que não sou como os demais homens, roubadores, injustos, adúlteros, nem ainda com este publicano.

12Jejuo duas vezes na semana, e dou o dízimo de tudo quanto ganho.

13Mas o publicano, estando em pé de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, o pecador!

14Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que a si mesmo se exaltar será humilhado; mas o que a si mesmo se humilhar será exaltado.

15Traziam-lhe também as crianças, para que as tocasse; mas os discípulos, vendo isso, os repreendiam.

16Jesus, porém, chamando-as para si, disse: Deixai vir a mim as crianças, e não as impeçais, porque de tais é o reino de Deus.

17Em verdade vos digo que, qualquer que não receber o reino de Deus como criança, de modo algum entrará nele.

18E perguntou-lhe um dos principais: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna?

19Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom, senão um, que é Deus.

20Sabes os mandamentos: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não dirás falso testemunho; honra a teu pai e a tua mãe.

21Replicou o homem: Tudo isso tenho guardado desde a minha juventude.

22Quando Jesus ouviu isso, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens e reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me.

23Mas, ouvindo ele isso, encheu-se de tristeza; porque era muito rico.

24E Jesus, vendo-o assim, disse: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!

25Pois é mais fácil um camelo passar pelo fundo duma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus.

26Então os que ouviram isso disseram: Quem pode, então, ser salvo?

27Respondeu-lhes: As coisas que são impossíveis aos homens são possíveis a Deus.

28Disse-lhe Pedro: Eis que nós deixamos tudo, e te seguimos.

29Respondeu-lhes Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou mulher, ou irmãos, ou pais, ou filhos, por amor do reino de Deus,

30que não haja de receber no presente muito mais, e no mundo vindouro a vida eterna.

31Tomando Jesus consigo os doze, disse-lhes: Eis que subimos a Jerusalém e se cumprirá no filho do homem tudo o que pelos profetas foi escrito;

32pois será entregue aos gentios, e escarnecido, injuriado e cuspido;

33e depois de o açoitarem, o matarão; e ao terceiro dia ressurgirá.

34Mas eles não entenderam nada disso; essas palavras lhes eram obscuras, e não percebiam o que lhes dizia.

35Ora, quando ele ia chegando a Jericó, estava um cego sentado junto do caminho, mendigando.

36Este, pois, ouvindo passar a multidão, perguntou que era aquilo.

37Disseram-lhe que Jesus, o nazareno, ia passando.

38Então ele se pôs a clamar, dizendo: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim!

39E os que iam à frente repreendiam-no, para que se calasse; ele, porém, clamava ainda mais: Filho de Davi, tem compaixão de mim!

40Parou, pois, Jesus, e mandou que lho trouxessem. Tendo ele chegado, perguntou-lhe:

41Que queres que te faça? Respondeu ele: Senhor, que eu veja.

42Disse-lhe Jesus: Vê; a tua fé te salvou.

43Imediatamente recuperou a vista, e o foi seguindo, gloficando a Deus. E todo o povo, vendo isso, dava louvores a Deus.

Capítulo da leitura

Lucas 19

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1Tendo Jesus entrado em Jericó, ia atravessando a cidade.

2Havia ali um homem chamado Zaqueu, o qual era chefe de publicanos e era rico.

3Este procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, porque era de pequena estatura.

4E correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-lo, porque havia de passar por ali.

5Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa; porque importa que eu fique hoje em tua casa.

6Desceu, pois, a toda a pressa, e o recebeu com alegria.

7Ao verem isso, todos murmuravam, dizendo: Entrou para ser hóspede de um homem pecador.

8Zaqueu, porém, levantando-se, disse ao Senhor: Eis aqui, Senhor, dou aos pobres metade dos meus bens; e se em alguma coisa tenho defraudado alguém, eu lho restituo quadruplicado.

9Disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, porquanto também este é filho de Abraão.

10Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.

11Ouvindo eles isso, prosseguiu Jesus, e contou uma parábola, visto estar ele perto de Jerusalém, e pensarem eles que o reino de Deus se havia de manifestar imediatamente.

12Disse pois: Certo homem nobre partiu para uma terra longínqua, a fim de tomar posse de um reino e depois voltar.

13E chamando dez servos seus, deu-lhes dez minas, e disse-lhes: Negociai até que eu venha.

14Mas os seus concidadãos odiavam-no, e enviaram após ele uma embaixada, dizendo: Não queremos que este homem reine sobre nós.

15E sucedeu que, ao voltar ele, depois de ter tomado posse do reino, mandou chamar aqueles servos a quem entregara o dinheiro, a fim de saber como cada um havia negociado.

16Apresentou-se, pois, o primeiro, e disse: Senhor, a tua mina rendeu dez minas.

17Respondeu-lhe o senhor: Bem está, servo bom! porque no mínimo foste fiel, sobre dez cidades terás autoridade.

18Veio o segundo, dizendo: Senhor, a tua mina rendeu cinco minas.

19A este também respondeu: Sê tu também sobre cinco cidades.

20E veio outro, dizendo: Senhor, eis aqui a tua mina, que guardei num lenço;

21pois tinha medo de ti, porque és homem severo; tomas o que não puseste, e ceifas o que não semeaste.

22Disse-lhe o Senhor: Servo mau! pela tua boca te julgarei; sabias que eu sou homem severo, que tomo o que não pus, e ceifo o que não semeei;

23por que, pois, não puseste o meu dinheiro no banco? então vindo eu, o teria retirado com os juros.

24E disse aos que estavam ali: Tirai-lhe a mina, e dai-a ao que tem as dez minas.

25Responderam-lhe eles: Senhor, ele tem dez minas.

26Pois eu vos digo que a todo o que tem, dar-se-lhe-á; mas ao que não tem, até aquilo que tem ser-lhe-á tirado.

27Quanto, porém, àqueles meus inimigos que não quiseram que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui, e matai-os diante de mim.

28Tendo Jesus assim falado, ia caminhando adiante deles, subindo para Jerusalém.

29Ao aproximar-se de Betfagé e de Betânia, junto do monte que se chama das Oliveiras, enviou dois dos discípulos,

30dizendo-lhes: Ide à aldeia que está defronte, e aí, ao entrar, achareis preso um jumentinho em que ninguém jamais montou; desprendei-o e trazei-o.

31Se alguém vos perguntar: Por que o desprendeis? respondereis assim: O Senhor precisa dele.

32Partiram, pois, os que tinham sido enviados, e acharam conforme lhes dissera.

33Enquanto desprendiam o jumentinho, os seus donos lhes perguntaram: Por que desprendeis o jumentinho?

34Responderam eles: O Senhor precisa dele.

35Trouxeram-no, pois, a Jesus e, lançando os seus mantos sobre o jumentinho, fizeram que Jesus montasse.

36E, enquanto ele ia passando, outros estendiam no caminho os seus mantos.

37Quando já ia chegando à descida do Monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos, regozijando-se, começou a louvar a Deus em alta voz, por todos os milagres que tinha visto,

38dizendo: Bendito o Rei que vem em nome do Senhor; paz no céu, e glória nas alturas.

39Nisso, disseram-lhe alguns dos fariseus dentre a multidão: Mestre, repreende os teus discípulos.

40Ao que ele respondeu: Digo-vos que, se estes se calarem, as pedras clamarão.

41E quando chegou perto e viu a cidade, chorou sobre ela,

42dizendo: Ah! se tu conhecesses, ao menos neste dia, o que te poderia trazer a paz! mas agora isso está encoberto aos teus olhos.

43Porque dias virão sobre ti em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te apertarão de todos os lados,

44e te derribarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem; e não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não conheceste o tempo da tua visitação.

45Então, entrando ele no templo, começou a expulsar os que ali vendiam,

46dizendo-lhes: Está escrito: A minha casa será casa de oração; vós, porém, a fizestes covil de salteadores.

47E todos os dias ensinava no templo; mas os principais sacerdotes, os escribas, e os principais do povo procuravam matá-lo;

48mas não achavam meio de o fazer; porque todo o povo ficava enlevado ao ouvi-lo.