Evangelhos em 40 dias

Leitura diária

Evangelhos em 40 dias · Dia 25

Dia 25 para contemplar a pessoa, os ensinos e os sinais de Jesus.

Leituras do dia

Dia 25

Lucas 14 • Lucas 15

Dia 25 para contemplar a pessoa, os ensinos e os sinais de Jesus.

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Capítulo da leitura

Lucas 14

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1Tendo Jesus entrado, num sábado, em casa de um dos chefes dos fariseus para comer pão, eles o estavam observando.

2Achava-se ali diante dele certo homem hidrópico.

3E Jesus, tomando a palavra, falou aos doutores da lei e aos fariseus, e perguntou: É lícito curar no sábado, ou não?

4Eles, porém, ficaram calados. E Jesus, pegando no homem, o curou, e o despediu.

5Então lhes perguntou: Qual de vós, se lhe cair num poço um filho, ou um boi, não o tirará logo, mesmo em dia de sábado?

6A isto nada puderam responder.

7Ao notar como os convidados escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes esta parábola:

8Quando por alguém fores convidado às bodas, não te reclines no primeiro lugar; não aconteça que esteja convidado outro mais digno do que tu;

9e vindo o que te convidou a ti e a ele, te diga: Dá o lugar a este; e então, com vergonha, tenhas de tomar o último lugar.

10Mas, quando fores convidado, vai e reclina-te no último lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, sobe mais para cima. Então terás honra diante de todos os que estiverem contigo à mesa.

11Porque todo o que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado.

12Disse também ao que o havia convidado: Quando deres um jantar, ou uma ceia, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem os vizinhos ricos, para que não suceda que também eles te tornem a convidar, e te seja isso retribuído.

13Mas quando deres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os mancos e os cegos;

14e serás bem-aventurado; porque eles não têm com que te retribuir; pois retribuído te será na ressurreição dos justos.

15Ao ouvir isso um dos que estavam com ele à mesa, disse-lhe: Bem-aventurado aquele que comer pão no reino de Deus.

16Jesus, porém, lhe disse: Certo homem dava uma grande ceia, e convidou a muitos.

17E à hora da ceia mandou o seu servo dizer aos convidados: vinde, porque tudo já está preparado.

18Mas todos à uma começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um campo, e preciso ir vê-lo; rogo-te que me dês por escusado.

19Outro disse: Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-los; rogo-te que me dês por escusado.

20Ainda outro disse: Casei-me e portanto não posso ir.

21Voltou o servo e contou tudo isto a seu senhor: Então o dono da casa, indignado, disse a seu servo: Sai depressa para as ruas e becos da cidade e traze aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos.

22Depois disse o servo: Senhor, feito está como o ordenaste, e ainda há lugar.

23Respondeu o senhor ao servo: Sai pelos caminhos e valados, e obriga-os a entrar, para que a minha casa se encha.

24Pois eu vos digo que nenhum daqueles homens que foram convidados provará a minha ceia.

25Ora, iam com ele grandes multidões; e, voltando-se, disse-lhes:

26Se alguém vier a mim, e não aborrecer a pai e mãe, a mulher e filhos, a irmãos e irmãs, e ainda também à própria vida, não pode ser meu discípulo.

27Quem não leva a sua cruz e não me segue, não pode ser meu discípulo.

28Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se senta primeiro a calcular as despesas, para ver se tem com que a acabar?

29Para não acontecer que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a zombar dele,

30dizendo: Este homem começou a edificar e não pode acabar.

31Ou qual é o rei que, indo entrar em guerra contra outro rei, não se senta primeiro a consultar se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil?

32No caso contrário, enquanto o outro ainda está longe, manda embaixadores, e pede condições de paz.

33Assim, pois, todo aquele dentre vós que não renuncia a tudo quanto possui, não pode ser meu discípulo.

34Bom é o sal; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor?

35Não presta nem para terra, nem para adubo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

Capítulo da leitura

Lucas 15

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1Ora, chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvir.

2E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores, e come com eles.

3Então ele lhes propôs esta parábola:

4Qual de vós é o homem que, possuindo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto, e não vai após a perdida até que a encontre?

5E achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo;

6e chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos e lhes diz: Alegrai-vos comigo, porque achei a minha ovelha que se havia perdido.

7Digo-vos que assim haverá maior alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.

8Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas e perdendo uma dracma, não acende a candeia, e não varre a casa, buscando com diligência até encontrá-la?

9E achando-a, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu havia perdido.

10Assim, digo-vos, há alegria na presença dos anjos de Deus por um só pecador que se arrepende.

11Disse-lhe mais: Certo homem tinha dois filhos.

12O mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me toca. Repartiu-lhes, pois, os seus haveres.

13Poucos dias depois, o filho mais moço ajuntando tudo, partiu para um país distante, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente.

14E, havendo ele dissipado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a passar necessidades.

15Então foi encontrar-se a um dos cidadãos daquele país, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos.

16E desejava encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam; e ninguém lhe dava nada.

17Caindo, porém, em si, disse: Quantos empregados de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!

18Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e diante de ti;

19já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados.

20Levantou-se, pois, e foi para seu pai. Estando ele ainda longe, seu pai o viu, encheu-se de compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.

21Disse-lhe o filho: Pai, pequei conta o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.

22Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e alparcas nos pés;

23trazei também o bezerro, cevado e matai-o; comamos, e regozijemo-nos,

24porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a regozijar-se.

25Ora, o seu filho mais velho estava no campo; e quando voltava, ao aproximar-se de casa, ouviu a música e as danças;

26e chegando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo.

27Respondeu-lhe este: Chegou teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo.

28Mas ele se indignou e não queria entrar. Saiu então o pai e instava com ele.

29Ele, porém, respondeu ao pai: Eis que há tantos anos te sirvo, e nunca transgredi um mandamento teu; contudo nunca me deste um cabrito para eu me regozijar com os meus amigos;

30vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado.

31Replicou-lhe o pai: Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu é teu;

32era justo, porém, regozijarmo-nos e alegramo-nos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado.